| Limpeza
da caixa d'água:
O cuidado constante evita contaminação
A qualidade da água é preocupação fundamental
das pessoas quando o assunto é impedir doenças como
cólera, amebíase e diarréia. Em um condomínio,
dificultar o contato com estes e outros perigos transmitidos pela
água é de grande importância, afinal, são
muitas as pessoas que moram no prédio, e um surto de doenças
é a última coisa que o síndico gostaria de
ver. Por isso, a limpeza e manutenção periódicas
da caixa d’água são fundamentais.
Os cuidados com a caixa d'água devem ser tomados por profissionais
especializados, seguindo corretamente as orientações
da Copasa. Esfregar as paredes com escova de nylon, aplicando água
sanitária e fortes jatos de água são recomendações
da empresa. É importante observar o estado do reservatório,
avaliando se há rachaduras, bem como se está bem tampado,
para evitar a entrada de sujeiras e animais. A desinfecção
deve ser feita a cada seis meses. É necessário verificar
também as condições dos telhados, calhas e
canos e, caso a caixa se encontre no subsolo, se ela está
protegida contra enxurradas.
O proprietário da empresa Rei das Caixas D’água,
Sérgio Faria de Carvalho, conta que, para iniciar o processo
de asseio, a primeira coisa a ser feita é fechar os registros
internos no dia anterior, para se evitar desperdícios. O
passo seguinte é esvaziar a caixa e iniciar a limpeza propriamente
dita, que dura, em média, duas horas. Depois desta etapa
completa, há o processo de enchimento, que leva cerca de
quatro horas. “A caixa d’água é o reservatório
de água potável na residência. Se ela não
for limpa, podem ocorrer várias doenças”, argumenta
Sérgio.
De acordo com o proprietário da MC Serviços, Gérson
Saraiva Lousada, a exigência de um profissional especializado
se deve ao fato de que ele sabe de que forma a caixa d’água
deve ser lavada e quais os cuidados que devem ser tomados para evitar
a contaminação, tanto de quem está limpando
quanto do próprio reservatório. “Ocorre muitas
vezes das pessoas quererem fazer economia, só que às
vezes, mais contaminam do que limpam. Eles fazem a limpeza descalços,
utilizando vassouras. Já achei toco de cigarro de moradores
que fizeram a limpeza”, conta ele.
Imprudência- Fatos mais graves do que este já foram
constatados pelos dois profissionais. São situações
em que síndicos deixaram de lavar a caixa d'água por
vários anos. “Tive um caso de um condomínio
no centro da cidade em que a caixa ficou 15 anos sem ser lavada.
Casos de seis, sete anos sem limpeza acontecem todo dia. A preocupação
é muito mais com a beleza do prédio do que com a parte
interna”, diz Sérgio.
Gérson conta que, mesmo depois de muito ser avisado, um síndico
resistiu em fazer a impermeabilização da caixa d'água,
por ter achado o valor muito alto. A situação chegou
a um ponto em que Gérson se recusou a fazer a limpeza, sob
o risco de a laje ceder. “Foi aí que o síndico
se convenceu e quando resolveu fazer a impermeabilização
pagou cinco vezes mais do que se tivesse feito da primeira vez em
que eu o alertei”, diz ele.
Bom exemplo - Já no Condomínio do Edifício
Atílio Sacchetto, no bairro Sagrada Família, região
nordeste de Belo Horizonte, as recomendações tanto
da Copasa quanto da empresa responsável pela limpeza da caixa
d'água são seguidas à risca, desde que a síndica
Margarete Maria Magalhães começou a administrar o
prédio, em 1998. De seis em seis meses os profissionais vão
ao condomínio para cuidar especialmente da caixa. Segundo
ela, os moradores são comunicados anteriormente de que os
registros serão fechados, e nunca reclamaram de possíveis
transtornos.
“Não adianta ter uma água bem tratada se a caixa
estiver suja”, diz ela.
Para saber quais empresas podem ser contratadas, Sérgio e
Gérson aconselham ao síndico procurar referências,
verificar se a empresa é idônea e se possui alvará
de funcionamento na prefeitura.
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