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VIVENDO EM HARMONIA

COMO TER UMA CONVIVÊNCIA HARMONIOSA COM AS CRIANÇAS NO CONDOMÍNIO

Gargalhadas, correria, pula-pula, choradeira. Tudo isso é bastante comum em condomínios onde vivem crianças. Elas querem brincar em qualquer lugar e a qualquer hora e, geralmente, isso acaba gerando conflitos com outros moradores, principalmente, aqueles que não têm filhos. O que fazer nessas horas? Como proceder? E quando mesmo brincando dentro do apartamento a criança causa incômodo?
Para responder essas e outras o SíndicoNet conversou com uma especialista em etiqueta. Ela afirma que as regras devem ser cumpridas por todos, inclusive pelas crianças. Veja o resultado.

VIVENDO EM HARMONIA

Morar em condomínio requer respeito ao próximo e às regras para que o dia-a-dia seja tranqüilo e sem problemas. Entretanto, vira e mexe acontece alguma coisa que altera a ordem do ambiente. Seja uma discussão, parar em vaga errada ou barulho em excesso. Quando há crianças envolvidas, as queixas tendem a ser um pouco maior, mas nada que não possa ser resolvido.
- É possível viver tranqüilamente dentro de um condomínio desde que cada um cumpra a sua parte em não incomodar o outro e em saber quais são os limites.
- Respeitar regras, limites e não incomodar as pessoas também vale para as crianças. Os pais devem educá-las para isso.
- Quando há problemas, seria ideal uma reunião de condomínio para discussão das regras.
- Se a criança está incomodando mesmo ao brincar dentro do apartamento, o morador incomodado deve pedir ao porteiro ou ao zelador que ligue para a unidade que está incomodando e solicite silêncio.
- Isso não é falta de educação e o funcionário do condomínio não deve ficar constrangido. É preciso saber cumprir as regras estabelecidas em acordo com todos.
- Claro que é preciso cautela. A reclamação será procedente se o barulho que a criança
estiver fazendo for em horário ou local indevido. É preciso lembrar que é da natureza das crianças brincar, correr, falar, dar risada, etc.
- Uma forma de lidar com a rebeldia das crianças é eleger um mini-síndico. A criança eleita terá contato com o trabalho do síndico e com os problemas diários do condomínio. Isso ajuda a criar consciência.
- Esse tipo de eleição acaba se tornando algo divertido e é fácil de organizar. Basta convidar as crianças, separar papel, caneta e uma caixa para depositar os votos.

Cartilha de etiqueta

É uma parte importante da educação instruir as crianças sobre a boa convivência em um condomínio, quanto a barulho, respeito, gentileza, práticas seguras nas áreas de lazer e outros pontos, inclusive dentro dos apartamentos.
As regras existem para serem respeitadas também pelas crianças e os pais devem fazer isso valer. A responsabilidade pelo comportamento delas é deles.

Nas áreas comuns

- Quando as crianças brincam nas áreas comuns dos condomínios, os limites de horários costumam ser entre 9h e 20h. Verifique o que diz o regulamento interno do seu condomínio.
- Depois desse horário, se quiserem permanecer na área comum, deverão conversar em voz baixa ou ficar em silêncio.
- É importante também que os pequenos sejam instruídos a não atrapalhar os funcionários em suas tarefas, e não permanecerem em locais inadequados, como a guarita.
- Crianças pequenas precisam estar acompanhadas por adultos. Lembre-se de que o condomínio tem lugares que podem ser perigosos para elas, como instalações elétricas, piscinas, escadas, elevadores e outros.

Dentro do apartamento

Os pais são responsáveis por seus filhos e devem estabelecer limites a eles, inclusive quando estiverem dentro do apartamento.
- O correto é limitar o horário para brincadeiras dentro do apartamento até no máximo 22h.
- Uma dica que pode ser passada aos pais é o uso de tapete emborrachado nos quartos das crianças, ele diminui o atrito e, conseqüentemente, abafa o barulho no andar de baixo. Carpetes e tapetes comuns também podem cumprir com essa função.
- Mesmo com tapetes, é preciso evitar que a criança brinque fazendo barulho após às 22h.

Funcionários

Funcionários não podem cuidar das crianças do condomínio. Eles já têm suas funções, e não podem fazer jornada extra como babás, mesmo que seja "por cinco minutinhos".
Lembre-se que o porteiro não pode abandonar seu posto para localizar uma criança, a partir de um pedido feito por interfone.

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