| PROGRAMA
NACIONAL DE CONTROLE DA DENGUE

A dengue é um dos principais problemas
de saúde pública no mundo. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões
de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países,
de todos os continentes, exceto a Europa. Cerca de 550 mil doentes
necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência
da dengue.
Em
nosso país, as condições socioambientais favoráveis
à expansão do Aedes aegypti possibilitaram a dispersão
do vetor desde sua reintrodução em 1976 e o avanço
da doença. Essa reintrodução não conseguiu
ser controlada com os métodos tradicionalmente empregados
no combate às doenças transmitidas por vetores em
nosso país e no continente. Programas essencialmente centrados
no combate químico, com baixíssima ou mesmo nenhuma
participação da comunidade, sem integração
intersetorial e com pequena utilização do instrumental
epidemiológico mostraram-se incapazes de conter um vetor
com altíssima capacidade de adaptação ao novo
ambiente criado pela urbanização acelerada e pelos
novos hábitos.
Nos
primeiros seis meses deste ano, 84.535 pessoas tiveram dengue, enquanto
que, em 2003, as notificações chegaram a 299.764.
Saiba qual é a situação atual da dengue no
Brasil e o que tem sido feito para sua erradicação.
SINTOMAS
A dengue é uma doença febril aguda causada por um
vírus de evolução benigna, na maioria dos casos,
e seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se
desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.
O
vírus causador da doença possui quatro sorotipos:
DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles
dá proteção permanente para o mesmo sorotipo
e imunidade parcial e temporária contra os outros três.
Existem
duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica.
A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor
de cabeça, no corpo, nas articulações e por
trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos,
mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma
mais severa da doença, pois além dos sintomas citados,
é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque
e conseqüências como a morte.
TRANSMISSÃO
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa.
Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após
um período de 10 a 14 dias, contados depois de picar alguém
contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda
a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo:
a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com
água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água
por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se
em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti
procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média
45 dias.
TRATAMENTO
O Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência
inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo
e nas pernas.
A reidratação oral é uma medida importante
e deve ser realizada durante todo o período de duração
da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da dengue
é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição
de líquidos perdidos e manutenção da atividade
sangüínea. A pessoa deve manter-se em repouso, beber
muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar medicamentos
prescritos pelo médico, para aliviar as dores e a febre.
Ao
ser observado o primeiro sintoma, deve-se buscar orientação
médica no posto de saúde mais próximo. As pessoas
que já contraíram a forma clássica da doença
devem procurar, imediatamente, atendimento médico em caso
de reaparecimento dos sintomas agravados com os sinais de alerta,
pois correm o risco de estar com dengue hemorrágica, que
é o tipo mais grave. Todo tratamento só deve ser feito
sob orientação médica.
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