| CPRNSS
DILACERADO
CONDOMÍNIO
PARQUE RESIDENCIAL NOSSA SENHORA DO SABARÁ com 17 anos completados
em maio de 2007 traz em sua história lutas sociais e políticas
para corrigir injustiças ou desacertos da administração
(os mais antigos sabem do que falamos), mas de outro lado, nesse
mesmo período, também, predominou o interesse particular
(próprio ou de terceiros) sobre o coletivo em decorrência
do desinteresse da maioria pelos assuntos comunitário e administrativo.
Nessa
toada quem perdeu foi o CPRNSS, pois consolidou entre seus atores
(condômino, empregados, fornecedores e terceiros) a convicção
que a ele cabe suportar os ônus que melhor atenda a conveniência
de cada um.
Como
o assunto é extenso e o espaço é pouco vamos
nos restringir a falar dos condôminos para melhor entendimento
de nossa exposição.
Foquemos
nos condôminos de conduta indisciplinada e ou inadimplente
para com o cofre condominial. Estes estão sempre à
espera de solução de seu caso mediante “jeitinho”,
anistia ou oferta de propostas espúrias, e, ainda, vendem
a falsa idéia que sobre o síndico paira um ”poder
quase divino” que o legitima não multar quando bem
entender e perdoar encargos por atraso dos que forem amigos ou com
ele pactuar algum interesse.
Guardada
as devidas proporções é o que ocorre em nosso
país, quando nos chegam notícias dos desmandos dos
administradores públicos diante das negociatas, que já
nem nos causam tanta indignação, ficou “normal”.
E a conta vai para o contribuinte.
É
que desde o seu início até sua história recente
a instituição CPRNSS foi aviltada, furtada, deixada
de lado, enfim, prestou a ser o “saco de pancada” dos
interesses particulares, sejam legítimos ou ilegítimos,
ante o despreparo de meus antecessores e ou de sua ausência
diurna, facilitando, desse modo, a desorganização
administrativa e a falta de liderança que todos tão
bem sabem.
Para
ficarmos em um exemplo. Chegou-se ao absurdo da contradição.
Determinado condômino prestou serviço ao condomínio
e após a rescisão contratual ingressou com reclamação
trabalhista, entretanto este mesmo condômino não paga
a cota condominial há um bom tempo.
Tudo
essa situação e outras que por motivo de limitação
deste espaço que aqui não podem ser expostas contribuíram
para a desmoralização da instituição
CPRNSS.
Então,
como reverter?
Para
recuperar o moral da instituição CPRNSS entendemos
que o cumprimento nossas próprias regras é o começo,
ou seja, Convenção de Condomínio, Regimento
Interno e decisões da Assembléia Geral.
Para tanto, conduzimos nossas decisões com um pensamento
basilar: tratamento igual a todos, com regras transparentes e de
amplo conhecimento da comunidade, sem vantagem ou desvantagem excessiva
a um em detrimento do outro (CPRNSS X condôminos, empregados,
fornecedores e terceiros). É o justo.
Por
assim pensar, nossas decisões são pautadas por aquelas
regras, formalidades e simples burocracia a fim de resguardar direito
e obrigações para ambos os lados.
Certamente,
tal postura desagrada aqueles que sempre apostaram no descontrole
administrativo e econômico do CPRNSS para não serem
alcançados quando ajuizada ações ou que seus
interesses sejam sempre satisfeitos, pois já não contam
com uma administração opaca e não comprometida
com o bem comum.
A
estas respondemos que iniciamos um trabalho para alcançá-los,
certo que fatores externos, falta de formalidade aos atos administrativos
e documentos muitas vezes emperram o andamento do serviço,
mas não reduzem nosso ânimo. É uma questão
de tempo.
Contudo,
começamos a observar um melhora, alguns condôminos,
fornecedores, empregados e terceiros dirigem-se à administração
com outra postura, pois bem sabem que a frente dela encontrará
pessoas dispostas ao diálogo mediante regras e bom senso.
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